segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cinderela

Deveras foste infalível
Enérgica, mutável 
Noutro olhar
Múltipla idade


Não havia sequer uma palavra
Além de nada
Do mais
Entretanto
Portanto
Frente
Atrás
E vácuo

Feito seus cabelos
Mimos, pesadelos
Eterna leviana
Como quem troca prazer
E esquece

Deveras foste mística
Bruxa
Carnívora


E com todos os fatos
O mesmo silêncio
O mesmo: Fraco
Fatalmente sobreviveste
Na angústia
Na nobreza
Fizeste votos
Pra quem seja

A veia contaminada
Morreste num dia como hoje







sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Auto-Retrato

"Não quero a autonomia da palavra, da vida. Pois só posso ser um pobre contestador, sonhador. Refrescar palavras para corações alheios. E a incerteza do amanha..." Fernando Cesart
 
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Adeus



Espero e escrevo por algo incessante,
Sem cabimento
Outrora , fosse interessante esperar
Mas agora não tem fundamento
Entre as lágrimas alegres do abismo
Concedo o beijo final,
E um adeus


Fernando Cesart

domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed Morreu e Sua Energia Se Espalhou

"Cinza, como chuva que se espalha, Feito um céu: Cinza.
Hoje vou lhe contar um segredo
Ame-me ou suma
Os poetas estão todos mortos
Suga-me, oh intensidade.
Lou Reed Morreu e sua energia se espalhou."


sábado, 26 de outubro de 2013

Minha Tristeza é Ela



Hoje eu encontrei minha tristeza em outras mãos. Sozinha e sem conversa, a minha solidão, doente e entediada. Falava de mim tão pouco, era nada. Mal dormia, porque era má como dito popular. Enganei-me. Contudo, os olhos que vigiavam eram mais doentes que essa história. Mente de gente estereotipa: não sobrevoa arte, muito menos dorme na sensibilidade. Eis que a figura triste de forma nobre.
O suculento ódio sem utilidade seduz por apenas um prato. (FIM)
Fernando Cesart

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Brisa



Amores ocos num vácuo supremo
Tormento misturado com vento
Jurar a mesma jura
Profanar a face mais pura
Estampada num brilho de lua
Ao reflexo dos trajes que marcam
Cada seio modelado pelo lábio
Febril de musa melancólica
E gozar-me ao gosto exposto
Aos olhos de uma puritana

É o amor partidário que vos salva na vida
E faz-te morrer nas trevas
Eternamente

Quanta rima rimada eu odiei
Odiei-te junto à brisa
Longe dela também
Logo outro vem
E convence-te que meu corpo exposto
Demente
É apenas um divertimento
Soprando nos ouvidos sombrios
Uma maldição de ter-me tido consigo
Então
O vazio tomará espaço no meu nome
E na minha pessoa
E tu
Vidrada em romantismo
Tocada apenas pelas faces
Cujo sexo de aroma vivo novamente
Serei serpente
Que sobrevivas então ao engano do teu fardo

quinta-feira, 21 de março de 2013

Animal

Domínio extra-sensorial
Faculdades mentais à vista
Esdrúxulos sentimentos
Passagens de roteiros sexuais
Filtro domesticado
Aberto a toda natureza

Amo-te sentimento inútil
Amo-te mulher
Quem sabe, o carnaval.
Do outro ano
Enfoque amor nas suas vaidades
Amantes  a qualquer preço
Heterônimos de alguém
Perece no coração do outro
Maquilagem e internet

Amo-te Ó brisa
Musa indignada
Ambiciosa em pensar
Simplesmente linda
Que” floresce” todos os dias
Em alegria e no achar
Vejo teus olhos esbugalhados
Seus olhos em outro homem
Observam o bote

Quem sabe você se alivie no meu peito
E careça de beijos constantes
Como antes.
Estás bela e frágil
Enigma da beleza
Enigma do que é belo
Beijos ultrarromânticos
Dança e poderosa coordenação motora
Houve toque.
Descrições de adolescentes.
Causo, coisa e agentes




sexta-feira, 8 de março de 2013

Estranho

Estranho,nitidez esquisita
Feito sorriso enigmático de moça apaixonada
Lamento, concessões
Eis o meu medo
Trancado à 7 chaves
Este foi guardado por mim
Mas sem minha permissão de abrir
Como segredo que é escondido de você

Me descubro, quero pular
Pra bem longe,onde na imaginação
O meu ser era perfeito
Poucos erros e mais sóbrio.

Fernando Cesart

sexta-feira, 1 de março de 2013

Falta

Essa falta do que falar
Seus sentindos em pausa
Ar, muito ar,
E seus olhos passeando
Olhando para todo lugar
Focalizam a Lua
Você se benze com ar
E flores tropicais
Musa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Noite e saliva

É noite,
A vida desencadeia
Entre charmes e olhares
Fico triste.
Com ou sem motivo.
Entendo obviamente
As hierarquias da vida
Sinto-me pouco,
Muito pouco.
Só o silêncio conforta
Se o não já é costume
É simples não.
O não da vida.
E meu peito feito vítima.
Não quero não!
Sim ao amor
E a paz lenta e a divagar
Entendo o Amor
Oceano maravilhoso onde é permitido erros.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Clamor

Eu clamo para que meu corpo se apaixone.
Eu quero meu corpo apaixonado
Por você
Por ti
Pormenores
Quero entrar no seu intimo
Invadir devagar seus lábios alheios
Seu nome santo
Como Maria
Eu te entenderia se você falasse
Eu clamo por um corpo pálido
Involuntário, sem nome...
Procuro uma rosa,
Uma orquídea
Uma caveira
Eu quero peles e ossos
Carne, músculos
Algo bucólico
E antes,
Digo que te amo.

Procuro as novidades do seu segredo
Não é isso que damos nome de prazer?
Quero me deliciar no seu verbo
Lamber seus adjetivos
E Foder seus defeitos.
Te farei um filho
Você dará nome
Comprar casa, carro, eletrodomésticos.
Pagarei as prestações
E num gozo,
E enorme desespero
Num desprezo.
Esvair o amor

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tudo que eu não quero

Tudo que eu não quero
É voltar a ser eu mesmo, errante singular

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Depois

" E depois, a luz se apagou..."
Lobão


O agora tem nome: Presente.
A alma se sufoca: Futuro
No meu nome: ansiedade
O agora, não significa tanto:presente. Pois se a alma se sufoca: Futuro. No meu nome Eu terei anos de Ansiedade.

Feliz aniversário Pai.


Fernando Cesart

domingo, 20 de janeiro de 2013

Chuva

Chove,
Chove outra vez,
É provável que dissolva ,
Todo nosso sentimento,
E o amor nos provoque choque térmico por estarmos tão quentes
Ame, apavore, ame.
E dissolva tudo.
Adeus.


Fernando Cesart