domingo, 10 de julho de 2011

Carta para Ana

Querida Ana              


Será, que além do amor, alguém possa viver? Talvez de raciocínio sobre trivialidades?
Subtende-se que as artes são personagens de um campo mental beneficiado?
Viver, consentir e desenvolver nesta vida é algo natural e necessário, sabemos.Porém, podemos viver além do amor? Como seria, Ana?
Conhecemos algo além do amor? Se apontamos tudo para o paraíso ou para o inferno, ou para simplesmente Deus?
Silêncio.
Somos escravos do tempo. O  tempo tem sua vida útil. E parece que nos leva para todo o futuro e nos carrega muitas vezes no colo.
A vida nos garante sentenças e alegrias. Anistia também.
A vida é útil e o dinheiro abrange.
Porque quero pensar além do amor e não consigo, e sempre me esbarro nos pensamentos dos outros? É pura indelicadeza bronzear essas palavras, sendo, que é um livre pensamento meu.
Já notei que o cinema entrega raciocinios totalmente mastigados. E que a música também induz ao amor eterno e muitas falsidades estão aí. Estamos hipnotizados com tudo isso. Somos escravos das maneiras dos outros.
A partir de agora vou comer apenas com as mãos. Deixo a ciência e boas maneiras de lado. Talvez eu não coma.




Com amor

Fernando CésarT

Esta carta pode ser ficcional ou não.

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